PMVV e artistas traçam meta para lei de emergência cultural


De: Secretaria de Cultura
Texto: Peggy Maressa| Foto: Divulgação
Criado: 20 de junho de 2020

Ainda que a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc aguarda a sanção da Presidência da República, a Prefeitura de Vila Velha, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o Conselho Municipal de Políticas Culturais e artistas e representantes de setores de arte e cultura do município já traçam metas e desenvolvem processos para democratizar as oportunidades que ela pode suscitar.

Nesta quinta-feira (18), ocorreu uma webconferência com o objetivo de debater aplicação dos recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. “Foi muito gratificante a participação nesta webconferencia com a sociedade civil, aliança com os artistas e produtores para que em conjunto possamos gerir da melhor maneira este importante recurso, para que o mesmo chegue até a ponta, quem realmente necessita”, explicou o secretário municipal interino de Cultura, Peterson de Castro Cardoso.

Peterson completou. “Tivemos muitas propostas como a composição de uma comissão da sociedade civil para acompanhar e formular o Cadastro Municipal de Cultura, assim como estruturar o processo de divulgação para que a informação chegue a todos, além de apontar interesses de cada linguagem da arte para montar os editais”, afirmou.
 
Lei Aldir Blanc

A lei apresenta uma ação emergencial de apoio ao setor cultural com renda mensal neste período de pandemia do coronavírus (Covid-19), além de subsídios a espaços artísticos e culturais, criação de linhas de crédito, e prorrogação de prazos para aplicação de recursos de projetos já aprovados pelo Executivo. Se sancionada, a lei pode trazer para o setor cultural de Vila Velha cerca de R$ 3,05 milhões, conforme estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

O artista e membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Celso Adolfo, está na preparação para a implementação da lei. “Acredito que a lei vem em um momento oportuno. A quantidade de artistas que nós temos, que depende da sua arte para viver e estão passando dificuldade é grande. Estamos nos preparando para que o recurso chegue a quem realmente precisa, como os produtores, técnicos, artistas de rua, músicos do congo, que preservam a memória popular, entre outras pessoas que trabalham com a arte”, disse.

A representante da área circenses do município, Andressa Costa Bastos Garcia, contou que está confiante na lei depois que as atividades de circo foram interrompidas por conta das medidas de isolamento social. “O artista não tem emprego e só vive da arte, dos aplausos e da bilheteria. Por isso, ficamos felizes em sermos lembrados e a nossa expectativa é que a lei contemple todos os artistas, principalmente de circos”.

A cineasta, diretora de teatro, educadora, pesquisadora e atriz Rejane Arruda enfatizou que a aplicação da lei exige uma ampla articulação da sociedade civil (artistas e agentes culturais). “É extremamente importante nos organizarmos neste momento e aglutinar o maior número possível de artistas e agentes culturais para que participem deste processo de construção”.

A reunião, de iniciativa da sociedade civil, contou com a participação de representantes da Prefeitura de Vila Velha, Conselho Cultural, movimentos culturais, coletivos e artistas. Na próxima terça-feira (23), a partir das 14h, está prevista uma nova webconferência para gestores e artistas municipais debaterem o tema. Mais uma vez o encontro será transmitido pela plataforma Zoom.


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