Museu Homero Massena: opção de lazer para turistas

De: Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer
Texto: Lívia Albernaz| Foto: Eduardo Ribeiro
Criado: 10 de maio de 2012

Para conhecer Vila Velha e suas riquezas naturais e religiosas, opções não faltam. A cidade, que é o berço da civilização capixaba, vai completar, no próximo dia 23 de maio, 477 anos e reserva uma riqueza histórica que remete pessoas a sonharem com os grandes artistas que fazem parte da cultura vilavelhense. Um desses artistas é Homero Gabirobetz Massena, nome importante para a história da cidade, que tem um museu dedicado a sua vida e obra. O espaço fica em uma casa de esquina, na Quadra 148, no Parque da Prainha, onde Massena viveu por 23 anos. O museu é aberto à visitação de segunda-feira a sábado.

O Museu Homero Massena foi tombado no final da década de 80 e é considerado um dos maiores patrimônios históricos de Vila Velha. É  cartão postal da cidade e é aberto à visitação, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, e aos sábados, das 10 às 14 horas.

O artista

Homero Massena é natural de Barbacena, Minas Gerais e tinha Vila velha no coração, já que veio morar no município aos seis meses de vida. Nascido em quatro de março de 1884, foi aos 15 anos que Homero descobriu sua vocação artística e frequentou os cursos de pintura, urbanismo e decoração na Escola Nacional de Belas- Artes do Rio de Janeiro (RJ) e de Minas Gerais (MG).

Massena também estudou na Europa, na Academia Julien, em Paris. Pressionado pelo pai, formou-se em Odontologia, profissão que exerceu por dois anos. Foi jornalista e redator de A Batalha, O País, Jornal do Comércio e A Tarde. Homero Massena trouxe a técnica de uma pintura mais elaborada para o Estado e é o maior nome e referência para os artistas capixabas. Ele tinha um amor declarado por Vila Velha e dizia que “para se viver bem, tem que ser em Paris ou em Vila Velha”, deixando bem clara sua paixão pelo município.
 
Artista completo, Homero Massena era escritor e pintor e escreveu dois livros: “Miracema” e “Atribulações de um Capixaba”. Nas suas pinturas a natureza era sua grande fonte de inspiração, em quadros com uma riqueza de texturas e transparências, levando, com suas pinceladas, um realismo às obras, criando vida em seus quadros. A maior obra do pintor é o quadro “Solidão”, que hoje se encontra nas paredes do Palácio Anchieta. Além das diversas obras, é de Homero Massena a pintura do teto do Teatro Carlos Gomes. Durante sua vida de pintor, foi premiado com 28 medalhas, além de diplomas e de outros prêmios.
 
Foi casado com Cecília Massena e teve três filhos. Casou-se novamente com a gaúcha Adelina Massena, conhecida como Edy, com quem viveu até seus últimos dias. Homero Massena faleceu em 1979, aos 89 anos.
 
Museu

Na casa em que morou com a esposa Edy, o visitante pode conhecer um pouco mais do que foi o dia a dia de Massena. Livros, pincéis e um quadro não acabado permanecem intocáveis, deixando a vista os últimos passos do pintor. Varanda, sala, ateliê, dois quartos, banheiro e cozinha compõem a construção, típica de beira de praia das décadas de 40 e 50. Pinturas em todos cômodos e objetos pessoais remetem a criatividade do artista, que gostava de pintar nas rachaduras, dando um toque único e especial às paredes da casa.

Kleber Galvêas, artista e amigo pessoal do pintor, definiu Massena como um homem talentoso, espirituoso e único, dizendo que uma visita ao museu leva o visitante a conhecer um pouco mais do artista que amava Vila Velha.
 
 

Serviço:
Museu Homero Massena
Funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, e aos sábados, das 10 às 14 horas.
Endereço: Avenida Beira Mar, 175, Prainha – Vila Velha.
 
 


SERVIÇOS PARA


ACESSO RÁPIDO